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Diego Casaes - My Blog
“Nunca antes na história desse país…”
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Meu pai, baiano de Caldas de Cipó, sofreu muito nessa vida com a pobreza, fome, e falta de uma educação formal, tendo que priorizar o trabalho para complementar a renda familiar e ajudar a alimentar seus irmãos desde cedo. Tudo que meu pai e vários outros homens e mulheres de sua geração desejavam ao passar por dificuldades era um futuro melhor para seus filhos, e dias bons.
Eu, o filho mais novo de seu segundo casamento, fui o único a completar o ensino superior. Parte desse sucesso é devido à força de vontade que tenho, mas muito devo ao ambiente familiar que me proporcionou ser o que sou hoje: um jovem de 23 anos consciente da realidade do país e do mundo, que dá orgulho aos pais, e é prova de que mobilidade e ascenção social são realizações factíveis.
A frase que dá o título desse texto retrata a história de uma nova classe de indivíduos da nação. São jovens –muitos deles das periferias ou favelas de grandes cidades– que nunca deixaram de sonhar e estão virando o jogo. A origem e status social não são mais um problema tão grande para a realização de sonhos e desejos. Os pais e mães que passaram fome agora têm mais esperança de que o futuro seja brilhante e de que as utopias se aproximem mais da realidade.
Nunca antes na história desse país um jovem que sonhava em ser jornalista e que sempre foi apaixonado pela política esteve tão próximo de verdadeiramente contribuir para mudanças. Vejo diante de mim tantas possibilidades, que às vezes tenho de respirar fundo pra conseguir processar todas as informações. E sei que meus olhos brilham quando encontro semelhantes, pessoas compartilhando os mesmos sonhos que eu.
Acredito que seja essa a maior vontade de Lula: tornar sonhos realidade e trazer para o povo brasileiro o respeito e dignidade que cada ser humano nesse planeta merece. Com seu modo-de-ser especial e aberto, Lula resgatou sentimentos que há muito tempo tinham sido perdidos, ou que nunca realmente se consolidaram entre os brasileiros, seja por conta da instabilidade política e econômica do país, ou porque as pessoas simplesmente não tinham fé.
A “ousadia” de colocar um trabalhador das massas populares na presidência desse país foi algo que sequer se imaginaria como realidade durante muito tempo no Brasil, especialmente por conta do caráter elitista da política. Lula seguiu em frente e venceu vários desafios para tornar o seu sonho mais próximo da realidade, para acabar com a fome que ele já passou, tornar o país menos desigual, e fazer com que os olhos de muitas mães, pais e filhos passem a brilhar perante o futuro.
Eu ainda quero conhecê-lo pessoalmente, pois devo agradecimentos ao ex-presidente. Fui um dos milhões de beneficiados pelo seu programa de educação universitária, e mesmo não seguindo carreira naquilo que estudei, foi a educação universitária que me fez despontar e ousar muito mais. Lá eu cresci e amadureci. Por isso hoje faço o que quero e gosto, além de procurar formas de retribuir um pouco do que recebi para melhorar a vida de outras pessoas.
Sou o exemplo de que esse país mudou para melhor. Por isso, hoje eu quero que vocês se inspirem no grande homem que é o Lula, na grande mulher que é nossa presidenta Dilma, mas, além disso, peço que se inspirem em mim e nos outros milhões de jovens que têm mudado suas vidas por conta de políticas que ajudaram no crescimento pleno e resgate da dignidade dos pobres desse país.
Um grande abraço e feliz 2011!
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| January 1, 2011 | 6:01 AM |
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“Nunca antes na história desse país…”
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Meu pai, baiano de Caldas de Cipó, sofreu muito nessa vida com a pobreza, fome, e falta de uma educação formal, tendo que priorizar o trabalho para complementar a renda familiar e ajudar a alimentar seus irmãos desde cedo. Tudo que meu pai e vários outros homens e mulheres de sua geração desejavam ao passar por dificuldades era um futuro melhor para seus filhos, e dias bons.
Eu, o filho mais novo de seu segundo casamento, fui o único a completar o ensino superior. Parte desse sucesso é devido à força de vontade que tenho, mas muito devo ao ambiente familiar que me proporcionou ser o que sou hoje: um jovem de 23 anos consciente da realidade do país e do mundo, que dá orgulho aos pais, e é prova de que mobilidade e ascenção social são realizações factíveis.
A frase que dá o título desse texto retrata a história de uma nova classe de indivíduos da nação. São jovens –muitos deles das periferias ou favelas de grandes cidades– que nunca deixaram de sonhar e estão virando o jogo. A origem e status social não são mais um problema tão grande para a realização de sonhos e desejos. Os pais e mães que passaram fome agora têm mais esperança de que o futuro seja brilhante e de que as utopias se aproximem mais da realidade.
Nunca antes na história desse país um jovem que sonhava em ser jornalista e que sempre foi apaixonado pela política esteve tão próximo de verdadeiramente contribuir para mudanças. Vejo diante de mim tantas possibilidades, que às vezes tenho de respirar fundo pra conseguir processar todas as informações. E sei que meus olhos brilham quando encontro semelhantes, pessoas compartilhando os mesmos sonhos que eu.
Acredito que seja essa a maior vontade de Lula: tornar sonhos realidade e trazer para o povo brasileiro o respeito e dignidade que cada ser humano nesse planeta merece. Com seu modo-de-ser especial e aberto, Lula resgatou sentimentos que há muito tempo tinham sido perdidos, ou que nunca realmente se consolidaram entre os brasileiros, seja por conta da instabilidade política e econômica do país, ou porque as pessoas simplesmente não tinham fé.
A “ousadia” de colocar um trabalhador das massas populares na presidência desse país foi algo que sequer se imaginaria como realidade durante muito tempo no Brasil, especialmente por conta do caráter elitista da política. Lula seguiu em frente e venceu vários desafios para tornar o seu sonho mais próximo da realidade, para acabar com a fome que ele já passou, tornar o país menos desigual, e fazer com que os olhos de muitas mães, pais e filhos passem a brilhar perante o futuro.
Eu ainda quero conhecê-lo pessoalmente, pois devo agradecimentos ao ex-presidente. Fui um dos milhões de beneficiados pelo seu programa de educação universitária, e mesmo não seguindo carreira naquilo que estudei, foi a educação universitária que me fez despontar e ousar muito mais. Lá eu cresci e amadureci. Por isso hoje faço o que quero e gosto, além de procurar formas de retribuir um pouco do que recebi para melhorar a vida de outras pessoas.
Sou o exemplo de que esse país mudou para melhor. Por isso, hoje eu quero que vocês se inspirem no grande homem que é o Lula, na grande mulher que é nossa presidenta Dilma, mas, além disso, peço que se inspirem em mim e nos outros milhões de jovens que têm mudado suas vidas por conta de políticas que ajudaram no crescimento pleno e resgate da dignidade dos pobres desse país.
Um grande abraço e feliz 2011!
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| January 1, 2011 | 6:01 AM |
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Virando o jogo contra o silêncio… e sobre a questão do ódio contra nordestinos no Twitter
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Estou cheio de coisas a fazer, minha agenda está super lotada, tenho que organizar duas viagens para a próxima semana e há muito tempo que não atualizo esse blog. Poderia estar fazendo coisas melhores, mas precisei respirar fundo e escrever sobre algumas coisas que estão me incomodando bastante profundamente.
Dilma ganhou a eleição e será nossa presidente a partir do dia 1 de 2011 (escrevi uma carta para ela no meu outro blog, em inglês). Que a campanha foi uma sujeira impressionante todo mundo que vai na rede já sabia e esperava, mas que a resposta à vitória de Dilma seria uma onda de preconceito e ódio quanto ao Nordeste do país e aos nordetsinos por terem votado nela, era algo que eu não esperava acontecer. Não desse modo.
Acompanhei muita gente no Twitter falando sobre o assunto. A hashtag #orgulhodesernordestino virou um Trending no TT mundial pelo que soube, e isso ajudou a mostrar pra muita gente que o Nordeste tem uma voz. E uma voz ativa na rede. Era mais ou menos sobre isso que eu queria discutir nesse post, disposto em idéias bem desorganizadas e feito no ápice da insatisfação. Quero discutir sobre como a rede nos dá uma voz, e como o silêncio é perigoso. Espero que não esteja cansativo.
A galera mais ativista e presente no Twitter diariamente tem feito um ótimo trabalho. Demonstrações assim (que eu tendo a evitar por ser mais reservado; sei, é um defeito) mostram pra gente como a rede pode contra-atacar ideias que prejudicam muito as pessoas. Idéias que machucam. Discursos que levam o ódio e estabelecem conflitos entre pessoas.
O fato de que o Nordeste sempre foi a região menos favorecida do país é algo bem conhecido. A região tem os piores índices de desenvolvimento do Brasil, os investimentos do governo sempre foram menores (com uma mudança clara no governo Lula) e, colocando em termos bem claros, ninguém nunca deu a mínima para as famílias que morriam de fome por aqui durante muito tempo.
O Nordeste sempre foi negligenciado pelo Brasil, e quando havia formas de colocar isso pra fora, externalizar a situação, a oportunidade era amputada, seja pela sensação de mais uma novela, ou mesmo pelo caráter cretino da mídia de massa desse país. Precisava (e ainda precisa) que venha um gringo –ou alguém que trabalha sob um olhar estrangeiro– pra gente enxergar as coisas de uma nova forma (leia esse texto da Al Jazeera | tradução aqui), e ver que há mudanças, que há vozes ali a serem escutadas e vidas humanas a serem preservadas.
Um pouco de minha insatisfação se deve ao fato de eu saber que há maneiras bastante eficazes de disseminar discursos que se oponham ao ódio na rede. Movimentos coletivos e com propósitos bem definidos e articulados de sensibilização podem atingir uma repercussão muito grande. Óbvio que isso não vai mudar o (mal) caráter dos racistas e preconceituosos, mas vai mostrar pra aquele que tá no meio do fogo cruzado que histórias sempre têm mais de um lado.
Meu próprio trabalho no Global Voices me faz defender essas ideias com bastante afinco. Através do GV, uma multidão de pessoas passa a saber mais do Brasil do que apenas o tradicional e as commodities de notícias estereotipadas pela mídia de massa. Lá, aprendemos múltiplas histórias, diferentes percepções do mundo, e não deixamos o silêncio prevalecer.
O que eu vejo que pode acontecer aqui no Brasil, é algo parecido com o que o pessoal da Libéria fez, com suas devidas dimensões e considerações é claro.
O CeaseFire Liberia uniu a diáspora do país com os que ficaram/retornaram à Libéria quando a guerra civil acabou, e estabeleceu diálogos para mudanças positivas. Minha comparação tem um objetivo claro: falar pra essa galera do Nordeste que mora no sul do país que tome uma ação e divulgue o que há de bom por aqui, e que somos pessoas comuns e capazes, como qualquer outro indivíduo.
Aos meus amigos do Sul, o dever de vocês é partilhar dessa empreitada, e mostrar que esse pensamento mesquinho não representa a sociedade sulista. Digo que isso é um dever, pois é obrigação de cada povo, de cada pessoa, defender a verdade. No dia que a gente fizer isso e deixar de ser conivente com as situações de desconforto, esse país vai mudar pra melhor de forma significativa.
Em tempo… outro exemplo de que o silêncio faz mal, e mata pessoas: a posição equivocada da Reuters em publicar um texto sobre a execução de Sakineh Mohammadi Ashtiani no Irã e sequer mencionar formas em que a sociedade civil possa intervir pra salvar a vida dessa mulher. É disso que estou falando. O silêncio pode causar coisas muito ruins. Aproveita que você tem uma voz agora, e não deixe nada nem ninguém lhe calar.
Pra concluir… peço perdão pelas ideias tão desorganizadas. Só queria falar algo, pois tenho visto tanta coisa boa em minha volta, tanta gente legal e interessante, tanta bondade no mundo e tanta vontade de mudar o que há de ruim, que sinto que essa contribuição tinha de ser repassada. De uma forma ou de outra, acho que minha mensagem pode ser sintetizada em poucas palavras:
Eu não aceito o silêncio, não aceito inação, não aceito ódio. E vou usar tudo o que tenho em mãos pra lutar contra isso.
Forte abraço!
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| November 2, 2010 | 11:11 AM |
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Virando o jogo contra o silêncio… e sobre a questão do ódio contra nordestinos no Twitter
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Estou cheio de coisas a fazer, minha agenda está super lotada, tenho que organizar duas viagens para a próxima semana e há muito tempo que não atualizo esse blog. Poderia estar fazendo coisas melhores, mas precisei respirar fundo e escrever sobre algumas coisas que estão me incomodando bastante profundamente.
Dilma ganhou a eleição e será nossa presidente a partir do dia 1 de 2011 (escrevi uma carta para ela no meu outro blog, em inglês). Que a campanha foi uma sujeira impressionante todo mundo que vai na rede já sabia e esperava, mas que a resposta à vitória de Dilma seria uma onda de preconceito e ódio quanto ao Nordeste do país e aos nordetsinos por terem votado nela, era algo que eu não esperava acontecer. Não desse modo.
Acompanhei muita gente no Twitter falando sobre o assunto. A hashtag #orgulhodesernordestino virou um Trending no TT mundial pelo que soube, e isso ajudou a mostrar pra muita gente que o Nordeste tem uma voz. E uma voz ativa na rede. Era mais ou menos sobre isso que eu queria discutir nesse post, disposto em idéias bem desorganizadas e feito no ápice da insatisfação. Quero discutir sobre como a rede nos dá uma voz, e como o silêncio é perigoso. Espero que não esteja cansativo.
A galera mais ativista e presente no Twitter diariamente tem feito um ótimo trabalho. Demonstrações assim (que eu tendo a evitar por ser mais reservado; sei, é um defeito) mostram pra gente como a rede pode contra-atacar ideias que prejudicam muito as pessoas. Idéias que machucam. Discursos que levam o ódio e estabelecem conflitos entre pessoas.
O fato de que o Nordeste sempre foi a região menos favorecida do país é algo bem conhecido. A região tem os piores índices de desenvolvimento do Brasil, os investimentos do governo sempre foram menores (com uma mudança clara no governo Lula) e, colocando em termos bem claros, ninguém nunca deu a mínima para as famílias que morriam de fome por aqui durante muito tempo.
O Nordeste sempre foi negligenciado pelo Brasil, e quando havia formas de colocar isso pra fora, externalizar a situação, a oportunidade era amputada, seja pela sensação de mais uma novela, ou mesmo pelo caráter cretino da mídia de massa desse país. Precisava (e ainda precisa) que venha um gringo –ou alguém que trabalha sob um olhar estrangeiro– pra gente enxergar as coisas de uma nova forma (leia esse texto da Al Jazeera | tradução aqui), e ver que há mudanças, que há vozes ali a serem escutadas e vidas humanas a serem preservadas.
Um pouco de minha insatisfação se deve ao fato de eu saber que há maneiras bastante eficazes de disseminar discursos que se oponham ao ódio na rede. Movimentos coletivos e com propósitos bem definidos e articulados de sensibilização podem atingir uma repercussão muito grande. Óbvio que isso não vai mudar o (mal) caráter dos racistas e preconceituosos, mas vai mostrar pra aquele que tá no meio do fogo cruzado que histórias sempre têm mais de um lado.
Meu próprio trabalho no Global Voices me faz defender essas ideias com bastante afinco. Através do GV, uma multidão de pessoas passa a saber mais do Brasil do que apenas o tradicional e as commodities de notícias estereotipadas pela mídia de massa. Lá, aprendemos múltiplas histórias, diferentes percepções do mundo, e não deixamos o silêncio prevalecer.
O que eu vejo que pode acontecer aqui no Brasil, é algo parecido com o que o pessoal da Libéria fez, com suas devidas dimensões e considerações é claro.
O CeaseFire Liberia uniu a diáspora do país com os que ficaram/retornaram à Libéria quando a guerra civil acabou, e estabeleceu diálogos para mudanças positivas. Minha comparação tem um objetivo claro: falar pra essa galera do Nordeste que mora no sul do país que tome uma ação e divulgue o que há de bom por aqui, e que somos pessoas comuns e capazes, como qualquer outro indivíduo.
Aos meus amigos do Sul, o dever de vocês é partilhar dessa empreitada, e mostrar que esse pensamento mesquinho não representa a sociedade sulista. Digo que isso é um dever, pois é obrigação de cada povo, de cada pessoa, defender a verdade. No dia que a gente fizer isso e deixar de ser conivente com as situações de desconforto, esse país vai mudar pra melhor de forma significativa.
Em tempo… outro exemplo de que o silêncio faz mal, e mata pessoas: a posição equivocada da Reuters em publicar um texto sobre a execução de Sakineh Mohammadi Ashtiani no Irã e sequer mencionar formas em que a sociedade civil possa intervir pra salvar a vida dessa mulher. É disso que estou falando. O silêncio pode causar coisas muito ruins. Aproveita que você tem uma voz agora, e não deixe nada nem ninguém lhe calar.
Pra concluir… peço perdão pelas ideias tão desorganizadas. Só queria falar algo, pois tenho visto tanta coisa boa em minha volta, tanta gente legal e interessante, tanta bondade no mundo e tanta vontade de mudar o que há de ruim, que sinto que essa contribuição tinha de ser repassada. De uma forma ou de outra, acho que minha mensagem pode ser sintetizada em poucas palavras:
Eu não aceito o silêncio, não aceito inação, não aceito ódio. E vou usar tudo o que tenho em mãos pra lutar contra isso.
Forte abraço!
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| November 2, 2010 | 11:11 AM |
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Press Release: Eleitor 2010
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Publicado originalmente no Blog do Eleitor 2010.

PRESS RELEASE – Para publicação imediata – ELEITOR 2010
São Paulo, 29 de maio de 2010
Projeto inédito convida brasileiros à investigar processo eleitoral
Acaba de entrar no ar o Eleitor 2010, plataforma que reúne denúncias e dados sobre irregularidades envolvendo as próximas eleições, feitas pela própria população. Colocando o eleitor como voz ativa do processo eleitoral, o website é alimentado colaborativamente pelos eleitores por meio de um formulário no próprio site, e-mails e redes sociais, como o Twitter, e, futuramente torpedos de SMS, que podem ser enviados por qualquer pessoa, de qualquer lugar do país. que tenha acesso a internet ou mesmo apenas a um telefone celular.
A ideia pega carona no sucesso de iniciativas de mídia cidadã no Brasil, e aproveita ferramentas digitais e redes sociais para incentivar a participação coletiva na vida política. Por meio da plataforma, o eleitor não apenas acompanha o que está acontecendo durante todo o processo eleitoral no país, mas pode fazer suas próprias denúncias sobre o que vê de errado ao seu redor. O conteúdo-chave a ser trabalhado inclui denúncias de fraudes, boca de urna, showmícios, irregularidades e eventos em geral relacionados ao processo eleitoral. Os eleitores podem enviar, além de texto, vídeos, fotos, arquivos de áudio ou capturas de tela, no caso de irregularidades encontradas online.
O nosso convite é aberto a todos. A ideia é reunir relatos de quem foi alvo ou teve acesso a informações de irregularidades, como tentativa compra de voto, coação, ameaças ou presenciou qualquer outra irregularidade, denunciando o fato anonimamente ou não”, explica Diego Casaes, um dos coordenadores do projeto. “O nosso foco não é ataque a candidatos nem dar vazão a picuinhas políticas, mas trazer a tona fatos e acontecimentos testemunhados pelo eleitor, que podem e devem ser enviados ao Ministério Público Eleitoral, mas também compartilhados de maneira transparente com toda a população, criando assim um retrato das eleições segundo a ótica do eleitor”, enfatiza Paula Góes begin_of_the_skype_highlighting end_of_the_skype_highlighting, idealizadora do Eleitor 2010.
Para agregar todos esses dados em um único site, o Eleitor 2010 usa uma versão customizada da plataforma Ushahidi, que por sua vez conta com um mashup do Google Maps que permite localização no mapa do lugar exato do incidente relatado. Isso vale tanto para incidentes que aconteçam em uma grande capital quanto para locais como Santa Cruz de Minas, a menor cidade brasileira. Para evitar abuso da plataforma, as mensagens enviadas passam por moderadores, que analisam se a denúncia é uma irregularidade que pode ser publicada, ou se é apenas uma ofensa moral contra algum candidato, e que, portanto, deve ser ignorada. Os relatos publicados podem ainda ser marcados como verificados ou não, e são abertos para comentários de outros leitores.
Segundo o professor Rosental Calmon, Diretor do Knight Center para jornalismo nas Américas e um dos conselheiros do projeto, o Eleitor 2010 é muito oportuno, pertinente e apresenta um grande potencial. “O brasileiro tem uma história de ser usado como peão em época de eleições; o Eleitor 2010 vem para quebrar esse paradigma, fornecendo ao cidadão a ferramenta para que passe para o outro lado do jogo, transformando-se em fiscal, e com isso se tornando mais atuante na política do país. A longo prazo, o projeto se traduz em promoção de cidadania de uma forma ainda não vista no Brasil”, afirma o professor, durante o Primeiro Seminário Internacional de Jornalismo Online, realizado hoje na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.
Na hora certa
Passamos da fase alpha (de testes iniciais) para a fase beta e já estamos aceitando relatos sobre irregularidades nessa fase de pré-campanha. Em seguida, acompanharemos a campanha eleitoral e culminaremos com o dia da eleição, fases que aparecerão em uma linha do tempo, com relatos organizados de acordo com categorias pré-definidas”, aponta Diego Casaes sobre o website, que já está aberto ao eleitor. “Ainda está bem no começo, mas a expectativa é que milhões de pessoas participem, já que o brasileiro, que tem uma inclinação natural para participar ativamente de eleições, nunca esteve tão conectado”. Segundo o Ibope/Nielsen, em dezembro de 2009, 67,5 milhões de brasileiros com mais de 16 anos usavam a internet. Em setembro eram 66,3 milhões. “Se em apenas 3 meses surgiu 1,2 milhão de novos internautas no Brasil, imagine quantos teremos um ano depois, em outubro de 2010?”, indaga Paula Góes.
Embora animadoras, estas estatísticas não são suficientes para fazer com que o projeto seja um sucesso: é preciso que a população saiba que a plataforma existe e que, principalmente, entenda que todo mundo pode colaborar diretamente. Para divulgar o projeto, a estratégia adotada não poderia ser outra: marketing de guerrilha e mídia espontânea por meio de redes sociais, como Twitter, Facebook e Orkut, sempre com o apoio da blogosfera. Mas há planos mais ambiciosos, como fazer parcerias com escolas de comunicação Brasil afora para transformá-las em plantão de cobertura jornalística no dia da eleição, ou ainda fazer de lan houses centrais de informações abertas à população no decorrer do processo eleitoral. Até o dia do pleito, há muito trabalho pela frente, e uma rede de voluntários começa a ser montada para dar conta da demanda: da parte técnica até estratégias de marketing, incluindo uma frente de mobilização fora da rede.
Testemunho
Ushahidi significa testemunho em suaíli, idioma banto com o maior número de falantes na África. Criada para acompanhar a violência pós-eleições no Quênia em 2008, a plataforma ganhou o último prêmio Best of Blogs Deutsche Welle como o melhor blog do ano. Além do Quênia, ela já foi usada para denunciar ondas de violência em Madagascar, relatar in loco a situação do Haiti e do Chile após os terremotos e para monitorar as eleições na Índia, Moçambique e México.
No Brasil, o Ushahidi será usado pela primeira vez para acompanhar as eleições de 2010, agregando em um único ponto os testemunhos de gente do Brasil inteiro. O Eleitor 2010 é um projeto é de cunho apartidário e sem fins lucrativos, com o objetivo de agregar, organizar, analisar e criar conteúdo sobre as campanhas eleitorais nacional e regionais do Brasil, de maneira participativa, construindo assim um grande observatório das eleições segundo a ótica do eleitor – ou melhor – de todos os eleitores.
CONTATOS
Paula Góes reside em Londres mas encontra-se no Brasil até 21 de julho para divulgar o projeto. Diego Casaes mora em São Paulo. Ambos são colaboradores do Global Voices Online, uma iniciativa de mídia cidadã criada pelo Centro Berkman para Internet e Sociedade da Escola de Direito de Harvard, uma incubadora de pesquisa focada no impacto da Internet na sociedade, que dá apoio institucional ao projeto Eleitor 2010.
Nossa plataforma: http://eleitor2010.com/
Nosso blog oficial: http://blog.eleitor2010.com/
E-mail: info@eleitor2010.com
Estamos também presentes:
- no twitter: @Eleitor_2010
- no tumblr: http://eleitor2010.tumblr.com/
- no flickr: http://www.flickr.com/groups/eleitor2010/
- no orkut: http://www.orkut.com/Main#Community?cmm=100751259
- no Facebook: http://www.facebook.com/Eleitor2010
Paula Góes
Skype: paulissima
paulissima@gmail.com
Diego Casaes
Skype: diegocasaes
diegocasaes@gmail.com
+55 21 9112-9752
Assessoria de Comunicação
Thiana Biondo
Skype: thianab
thianabiondo@googlemail.com
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